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POR QUE MONITORAR O LEGISLATIVO?

A primeira vez em que ouvi a palavra lobby em sua acepção política, eu estava terminando o mestrado em Sociologia Política na Unesp-Araraquara. Esse tema, muito inovador no Brasil, estava em alta na Europa, porque os acadêmicos iniciavam suas investigações para compreender a fundo as estratégias e táticas dos grupos de interesse que haviam se instalado em Bruxelas com o objetivo de influenciar o ciclo de políticas públicas no Parlamento Europeu. Era 1998 e, apesar de ter cursado Ciências Sociais, jamais tinha estudado grupos de interesse ou lobby. Estranhamente, ainda hoje é raro encontrar, na literatura de Ciência Política voltada a estudantes de graduação, uma obra que defina e discuta esses termos apropriadamente. Extremamente incomodada com o que me pareceu uma grande contradição, comecei a estudar o assunto. A literatura em português era pífia e toda a cobertura jornalística sobre a atividade de lobby a associava a corrupção e tráfico de influência. Resolvi enfrentar o desafio d…
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Mesa redonda discutira "O papel da tecnologia na democratização do lobby" em 20/09 em São Carlos/SP

O SL Summit é um evento que reúne diversos profissionais, em um só lugar, para apresentarmos casos de sucesso na área de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) e discurtimos o futuro da profissão.

Nessa primeira edição, haverá uma mesa redonda onde vamos discutir sobre “O papel da tecnologia na democratização do lobby”. Contaremos com a presença da Andréa Gozetto, coordenadora do MBA em Relações Governamentais da FGV/IDE e Pedro Fiorelli, Executivo Sênior de Relações Institucionais com mais de 10 anos de experiência no setor de infraestrutura e de fundos de investimento.

Se você é um profissional da área, entusiasta, acadêmico ou gosta de política, venha entender como a tecnologia está mudando a forma como fazemos lobby e o que esperar do futuro. O SL Summit acontece em São Carlos, porém faremos uma transmissão ao vivo no nosso Facebook. Se inscreva para receber novidades e o link para a transmissão!

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScXbDXSX-T-bwoE1rpGHKqGMVd…

Lobby deveria ser regulamentado no País, avalia pesquisadora Andréa Gozetto da Fundação Getúlio Vargas

Andréa Gozetto, da Fundação Getulio Vargas, afirma que a regulamentação da prática não deve ser vista como 'panaceia'.



Entrevista com Andréa Gozetto, pesquisadora da Fundação Getulio Vargas
Thiago Braga - Estadão 


BRASÍLIA - Atividade pouco conhecida no Brasil, olobbydeveria ser regulamentado, mas, a legislação, sozinha, não representaria uma solução contra desvios. Essa é uma das visões apresentadas pela pesquisadoraAndréa Gozetto, daFundação Getulio Vargas, uma das autoras do livroLobby e políticas públicas(FGV Editora), juntamente com o professor Wagner Mancuso, da Universidade de São Paulo (USP). Ao Estado, Andréa diz que a regulamentação não deve ser vista como “panaceia”. A seguir trechos da entrevista. Por que, na sua opinião, o lobby não foi regulamentado? A questão é que não se consegue entrar num consenso sobre as regras que vão normatizar. Pesquisas mostram que 80% do Congresso é a favor da regulamentação do lobby. Ótimo, mas como? O que vai se exigir? Um credenciamento…

É indispensável regulamentar o instituto do lobby no Brasil por João Grandino Rodas (Revista Consultor Jurídico)

OLHAR ECONÔMICO É indispensável regulamentar o instituto do lobby no Brasil23 de agosto de 2018, 8h05
Por João Grandino Rodas A pertinácia em tentar interferir em decisões de políticas públicas perde-se no tempo. É provável que, modernamente, sua corporificação tenha ocorrido no Reino Unido, sendo herdada pelos Estados Unidos, país onde foi cunhado o nome lobby e o primeiro a regulamentá-lo. Lobby é a atividade estruturada de promoção de interesses junto a autoridades públicas, buscando influenciar decisões, geralmente, de caráter político. O presidente Ulysses Grant (1864-69) frequentava o happy hour no lobby (salão de entrada) do Hotel Willard, em Washington, tendo dado o nome de lobistas às pessoas que, nesse local, o procuravam para influenciá-lo. O Federal Regulation of Lobbying Act (1946) procurou minimizar a influência dos lobistas junto ao Legislativo. Seguiu-se o Lobbying Disclosure Act (1995), que responsabilizou o lobby, regulamentado-o também junto ao Executivo; e pelo Hones…

PERFIL DO PROFISSIONAL: FABÍOLA NADER MOTTA

“Trabalho perene, contínuo, no qual você não escolhe candidatos, partidos, lados. Muita transparência, ética e compliance” Conversar com alguém que está radicado em Brasília é sempre um exercício de adivinhação. A cada frase, desponta uma mistura de sotaques típica da capital federal. Com Fabíola Nader Motta, gerente de relações institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), não é diferente. A cada frase, a cada cadência, o interlocutor aposta em uma região do Brasil. Mas o que aparenta é um leve acento mineiro. Fabíola, filha de militar que serviu em várias partes do País, nasceu em Juiz de Fora (MG) e se mudou muito jovem para Brasília. Pelo histórico familiar e pela profissão que escolheu, ela é, aos 31 anos, uma típica brasiliense. Outro aspecto da fala também não passa despercebido. As frases redondas, repletas de dados, resumem outra característica – desta vez, profissional. O poder de articulação e convencimento demonstra o preparo para exercer a atividade q…

PERFIL DO PROFISSIONAL: ANDRÉA GOZETTO

“Não existe melhor combinação do que democracia e lobby”. Nunca um termo arquitetônico apanhou tanto nas manchetes de jornais. E não foi pelo seu sentido originário. A metáfora acabou prevalecendo e o termo lobby, usado para designar o salão de entrada de um edifício, virou sinônimo de malfeito, de conversas ao pé de ouvido quase nada republicanas. Nessa visão míope, o local de passagem do tomador de decisão, o lobby, virou o endereço das negociatas, dos engravatados que se acotovelam para oferecer e receber vantagens. Desmistificar esses conceitos empobrecidos, além de oxigenar a discussão sobre a relação entre grupos de interesse e tomadores de decisão, é um dos grandes méritos do livro “Lobby e Políticas Públicas” (série Bolso, Editora FGV), dos pesquisadores Wagner Mancuso, professor de Ciência Política da USP, e Andréa Gozetto, coordenadora do MBA em Relações Governamentais da FGV/IDE. Em pouco mais de três horas de leitura, é possível compreender por que a legitimação do lobby …

PERFIL DO PROFISSIONAL: EDUARDO GALVÃO, EXECUTIVO E PROFESSOR DE RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS

“Lobby é o contraponto da corrupção”. Eduardo Galvão tem nome de ator famoso e, de vez em quando, também precisa escolher os papeis que vai assumir. Quando lhe perguntam a sua profissão, ele brinca que costuma olhar o relógio para checar quanto tempo tem para responder. Dependendo do ambiente e do interlocutor, ele crava que é advogado e fim de conversa. Caso esteja mais tranquilo, pode explicar a atuação em Relações Governamentais. E que é muito orgulhoso da profissão. A dificuldade em revelar o que faz tem dois motivos: o pouco conhecimento das pessoas a respeito da profissão de lobista e o rotineiro vilipêndio a que ela é submetida, quando esse palavra, tão carregada de estigma, ganhas as manchetes dos jornais. Eduardo é enfático para diferenciar. “O lobby é o contraponto da corrupção. Eu gasto tempo fazendo pesquisa, análises, relatórios, sola de sapato, para tentar convencer o pessoal. Quem leva a mala preta não precisa de análise e convencimento.” Análise e convencimento repres…

Consulta pública sobre projeto para regulamentação do lobby (FGV e Transparência Internacional)

O projeto de lei que pretende regulamentar o lobby no Brasil deverá ser apreciado até o final de março!
É importante que todos participem dessa discussão. Por isso, divulgo um trabalho sensacional realizado pelo Centro de Justiça e Sociedade (FGV Direito Rio) e o Grupo de Estudos Anticorrupção (FGV Direito SP), em parceria com a Transparência Internacional - Programa Brasil. Juntos, elesdesenvolveram um conjunto de medidas normativas anticorrupção.
Eu fui uma das especialistas convidadas para elaborar minutas de proposições legislativas sobre a regulamentação do lobby. A minuta que elaborei foi submetidas a um processo de revisão por outros especialistas (blind peer review) e, agora, encontra-se em consulta pública. Cidadãos e organizações da sociedade civil poderão apresentar críticas e sugestões às proposições elaboradas.
Participe!

Governo reconhece lobby como profissão. Por que isso ainda diz pouco

Lilian Venturini 21 Fev 2018 (atualizado 21/Fev 18h36) 
Inclusão de atividades em lista federal de ocupação é mais um passo para formalização da prática, que há duas décadas está à espera de regulamentação


O lobby entrou para a lista de atividades reconhecidas como ocupação pelo Ministério do Trabalho. A inclusão significa que a pasta passou a considerar como ofício a atuação de quem defende interesses de empresas e organizações junto a agentes públicos e políticos. A Classificação Brasileira de Ocupações é atualizada constantemente para, segundo o ministério, acompanhar o “dinamismo das ocupações”, considerando as mudanças nos cenários tecnológico, econômico, cultural e social. Há registros sobre a atividade do lobby no país ao menos desde 1940. O reconhecimento como ocupação dá mais segurança ao trabalhador, mas a profissão de lobista, como tal, continua sem uma lei específica que determine o que pode ou não ser feito por este profissional. Cercada de desinformações e ao mesmo tempo e…

Matéria veiculada pelo Jornal da Cultura discute o reconhecimento da ocupação do profissional de relações institucionais e governamentais pelo Ministério do Trabalho

O Jornal da Cultura veiculou ontem a noite uma excelente matéria sobre o reconhecimento da ocupação de relações institucionais e governamentais. Os alunos do MBA em Relações Governamentais da FGV em São Paulo marcaram presença. 

Importante ressaltar que o profissional de relações institucionais e governamentais não é um vendedor. Esse profissional leva informações ao governo sobre a organização que representa e traz para a organização informações relevantes sobre o processo decisório estatal. Portanto, propagandistas da indústria farmacêutica não são profissionais de relações governamentais. 

Após a matéria, o Prof. Villa esclareceu o público sobre a importância da atividade de lobby e a necessidade de regulamentação. 

Confiram a íntegra da matéria: http://www.info4.com.br/ver/ver.asp?bA=MTE3NTA5NQ&YQ=MTQzMg&Yw=NDA0MQ&b3JpZ2Vt=ZW1haWw=&ZGF0YQ=MjcvMDIvMjAxOA