Pular para o conteúdo principal

Você é a favor da regulamentação do lobby no Brasil?

O Estado de S.Paulo – Caderno Aliás
15.11.2008

Limites na intermediação de interesses

A Controladoria-Geral da União (foto) realizou, nessa semana, um seminário internacional sobre a regulamentação do lobby no Brasil. O objetivo do encontro era promover o debate sobre a criação de regras e limites para a prática do lobby, a partir de experiências bem-sucedidas de países desenvolvidos e de propostas contidas em projetos de lei sobre o assunto que tramitam no Congresso. As discussões devem subsidiar um texto que regulamente a atividade.

Resultado da enquete:

Sim: 56%

Não: 44%

Comentários

Marcos Rocha disse…
Antes mesmo que se discuta a Legalização do lloby no Brasil, é preciso que haja, em primeiro lugar, um melhor esclarecimento sobre o que é efetivamente a atividade de lobby, seja no Brasil, seja no mundo.
O fato é que hoje no Brasil, o lobby é confundido com o tráfico de influência e a defesa de interesses próprios ou de determinada classe.
Há que se esclarecer o que compete ao lobby, qual sua "real intenção" e qual sua finalidade.
De outro jeito, não é possível entender para opinar.
Parafraseando a Bíblia: "e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"; Se essa máxima for seguida a risca, tenho certeza de que o processo de tomada de decisões será melhor, mais justo e mais igualitário.
Marcos Rocha, aluno UNINOVE - 1º semestre Direito
Marcos,

O meu objetivo com esse espaço virtual é justamente tentar contribuir para a melhor compreensão sobre essa atividade.
Porém, creio que antes de mais nada é preciso se perguntar: regulamentar para quem?
Se mantivermos o mesmo formato de representação de interesses atual não haverá possibilidade de consolidação democrática, uma vez que os grupos de interesse não tem a mesma capacidade para acessar os tomadores de opinião.
Assim, é preciso, antes de mais nada, no formato de representação de nossa sociedade. Pluralismo ou neocorporativismo?
Marcos Rocha disse…
Profa.
Voce fez a pergunta certa: regulamentar para quem?
E usando da sua aula sobre Russeau, que foi tão bem ministrada, "se temos que escolher representantes, se este for um mal necessário, então que haja fiscalização por parte do povo e que a renovação dos representantes seja constante".
Agora uma pergunta: voce como estudiosa, tem alguma sugestão de como podemos contribuir para que esse processo eleitoral seja melhorado, ou seja, que as pessoas tenham a real consciencia sobre quem eleger?
aproveitando o espaço, quero te agradecer porque tenho aprendido muito mais sobre politica durante suas aulas do que em todo o meu tempo de vida (que não é pouco).
Obrigado por dividir seu conhecimento conosco.
Anônimo disse…
Entendo pertinente a regulamentação do Lobby no Brasil, e de forma geral. Melhor formalizar, a par de eventuais imperfeições que possam surgir de tal regulamentação, do que continuar do jeito que está atualmente a prática de Lobby no Legislativo brasileiro.
A atividade lobbysta, legalizada, é prática comum em países de primeiro mundo, de tal sorte que não vejo razão para não se fazer o mesmo em nosso país. Aliás, penso que a Legalização dos Lobbys está na mesma linha de importância do financiamento público de campanha eleitoral (prática utilizada até mesmo pelos EUA).

Postagens mais visitadas deste blog

Lobby deveria ser regulamentado no País, avalia pesquisadora Andréa Gozetto da Fundação Getúlio Vargas

Andréa Gozetto, da Fundação Getulio Vargas, afirma que a regulamentação da prática não deve ser vista como 'panaceia'.



Entrevista com Andréa Gozetto, pesquisadora da Fundação Getulio Vargas
Thiago Braga - Estadão 


BRASÍLIA - Atividade pouco conhecida no Brasil, olobbydeveria ser regulamentado, mas, a legislação, sozinha, não representaria uma solução contra desvios. Essa é uma das visões apresentadas pela pesquisadoraAndréa Gozetto, daFundação Getulio Vargas, uma das autoras do livroLobby e políticas públicas(FGV Editora), juntamente com o professor Wagner Mancuso, da Universidade de São Paulo (USP). Ao Estado, Andréa diz que a regulamentação não deve ser vista como “panaceia”. A seguir trechos da entrevista. Por que, na sua opinião, o lobby não foi regulamentado? A questão é que não se consegue entrar num consenso sobre as regras que vão normatizar. Pesquisas mostram que 80% do Congresso é a favor da regulamentação do lobby. Ótimo, mas como? O que vai se exigir? Um credenciamento…

CENÁRIO É FAVORÁVEL À REGULAMENTAÇÃO DO LOBBY, DIZEM ESPECIALISTAS E PROFISSIONAIS

BROADCAST ESTADÃO

26/11/2018 10:23:13 - POLÍTICO ESPECIAL:

CENÁRIO É FAVORÁVEL À REGULAMENTAÇÃO DO LOBBY, DIZEM ESPECIALISTAS E PROFISSIONAIS

São Paulo, 26/11/2018 - O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pode favorecer a regulamentação do lobby no Brasil, avaliaram especialistas e profissionais que atuam nesse setor. O assunto está em discussão no Congresso há décadas, mas projetos que procurem determinar regras claras para a representação de interesses privados junto ao poder público até hoje custam a avançar no Legislativo. O presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Guilherme Cunha Costa, afirma que integrantes do futuro governo Bolsonaro têm dado sinais favoráveis ao andamento dessa pauta no Congresso. "O agora ministro Sérgio Moro, logo na posse, deu uma sinalização forte de regulamentação e de como deve se dar o diálogo entre o público e o privado. Isso é muito importante, não só para nós, mas para toda a sociedad…

Gênero e Relações Governamentais

Gênero e Relações Governamentais Andréa Gozetto (FGV/IDE) Manoel Santos (UFMG) Eduardo Galvão (Pensar RelGov) Bruno Pinheiro (UFMG)

Em 2018, a Pensar RelGov atualizou os dados da pesquisa “O Perfil do Profissional de Relações Governamentais”, realizada em 2015. Para essa atualização, foram entrevistados 265 profissionais da área. Os resultados obtidos nos permitem analisar diversas questões, entre elas: gênero, nível hierárquico, grau de instrução e remuneração dos indivíduos entrevistados.Nossa amostra é composta por 58,1% de profissionais do gênero masculino e 41,9% do gênero feminino. É relevante pontuar que essa proporção é inversa a encontrada na população brasileira, composta por 48,5% de homens e 51,5% de mulheres[1]. No quadro retratado por nossa amostra há 16% de homens a mais atuando em Relações Governamentais do que mulheres.Gráfico 1 – Profissionais de RIG por gênero Fonte: Pensar Relgov, 2018.A pesquisa “Estatísticas de gênero — Indicadores sociais das mulheres no Brasil"…