Pular para o conteúdo principal

PF investigará se houve tráfico de influência

PF investigará se houve tráfico de influência
DE BRASÍLIA

A Polícia Federal investigará se houve tráfico de influência no lobby feito por um filho da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) para beneficiar empresas privadas em contratos com o governo e renovação de licença aérea na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Por determinação do presidente Lula, Erenice divulgou nota em que a investigação, que também será feita pela CGU (Controladoria-Geral da União).
Além de tráfico de influência, o inquérito, conduzido pela PF em Brasília, investigará se ocorreu advocacia administrativa, crime em que o servidor defende interesses particulares na administração pública.
"No primeiro momento o inquérito vai apurar se houve ou não os fatos divulgados pela imprensa", disse o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Para a ministra Erenice ser alvo do inquérito, a investigação precisa de autorização do Supremo Tribunal Federal, já que ela tem direito a foro privilegiado.
O inquérito, segundo Barreto, se restringirá, em princípio, à atuação de Israel Guerra, filho da ministra, de advogados e de empresas envolvidas no caso.
"A apuração sobre eventual participação da ministra é o último passo do processo", disse Barreto.
O ministro participou de reunião ontem com Lula, quando ficou decidido que a PF apuraria o caso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quem são e como atuam os lobistas de Brasília

Lobby às claras 20.06.2005 Quem são e como atuam os lobistas de Brasília que defendem os interesses das empresas e querem legalizar a atividade Por Gustavo Paul EXAME Estabelecer uma estratégia de atuação em Brasília é um grande desafio para as empresas brasileiras. De um lado, está a burocracia com suas exigências idiossincráticas e a vocação natural para transformar qualquer ação em letargia. De outro, o fantasma da corrupção que permeia a cidade e, especialmente nos últimos tempos, pode fazer supor que essa é a única forma de se relacionar com autoridades públicas ou personagens da capital federal. Apesar desse cenário pouco favorável, existem caminhos absolutamente legítimos para uma empresa defender pontos de vista ou interesses dentro da máquina pública federal. E, justamente por causa de escândalos como o dos Correios, um tipo diferente de lobista vem ganhando terreno no cenário brasiliense. Esses escritórios de lobby, grandes e pequenos, dedicam-se a fazer de forma absolutam

Lobby deveria ser regulamentado no País, avalia pesquisadora Andréa Gozetto da Fundação Getúlio Vargas

Andréa Gozetto, da Fundação Getulio Vargas, afirma que a regulamentação da prática  não deve ser vista como 'panaceia'. Entrevista com  Andréa Gozetto , pesquisadora da Fundação Getulio Vargas Thiago Braga - Estadão  BRASÍLIA - Atividade pouco conhecida no Brasil, o   lobby   deveria ser regulamentado, mas, a legislação, sozinha, não representaria uma solução contra desvios. Essa é uma das visões apresentadas pela pesquisadora   Andréa Gozetto , da   Fundação Getulio Vargas , uma das autoras do livro   Lobby e políticas públicas   (FGV Editora), juntamente com o professor Wagner Mancuso, da Universidade de São Paulo (USP). Ao Estado, Andréa diz que a regulamentação não deve ser vista como “panaceia”. A seguir trechos da entrevista. Por que, na sua opinião, o lobby não foi regulamentado? A questão é que não se consegue entrar num consenso sobre as regras que vão normatizar. Pesquisas mostram que 80% do Congresso é a favor da regulamentaç

Gênero e Relações Governamentais

Gênero e Relações Governamentais Andréa Gozetto (FGV/IDE) Manoel Santos (UFMG) Eduardo Galvão (Pensar RelGov) Bruno Pinheiro (UFMG) Em 2018, a Pensar RelGov atualizou os dados da pesquisa “ O Perfil do Profissional de Relações Governamentais ”, realizada em 2015. Para essa atualização, foram entrevistados 265 profissionais da área. Os resultados obtidos nos permitem analisar diversas questões, entre elas: gênero, nível hierárquico, grau de instrução e remuneração dos indivíduos entrevistados. Nossa amostra é composta por 58,1% de profissionais do gênero masculino e 41,9% do gênero feminino. É relevante pontuar que essa proporção é inversa a encontrada na população brasileira, composta por 48,5% de homens e 51,5% de mulheres [1] . No quadro retratado por nossa amostra há 16% de homens a mais atuando em Relações Governamentais do que mulheres. Gráfico 1 – Profissionais de RIG por gênero Fonte: Pensar Relgov, 2018. A pesquisa “Estatísticas de gênero — Indicadores