Pular para o conteúdo principal

Aberje funda Associação Brasileira de Relações Governamentais e firma acordo de cooperação com a FGV

Aberje funda Associação Brasileira de Relações Governamentais e firma acordo de cooperação com a FGV 16/7/2014 Um acordo de cooperação científica foi celebrado na manhã desta quarta-feira, dia 16 de julho de 2014, no Espaço Aberje Sumaré, na capital paulista, unindo a Fundação Getúlio Vargas, por meio da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, e a Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. A assinatura do acordo marca a fundação da Associação Brasileira de Relações Governamentais, integrada pelo Laboratório de Relações Governamentais da Aberje. A ideia é buscar desenvolvimento e execução de projetos de pesquisa em conjunto. Assinaram o documento o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, o Diretor-Presidente da Aberje, Paulo Nassar, e a diretora da FGV-EAESP, Maria Tereza Leme Fleury. Ricardo de Aquino Salles, secretário particular do governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin, representou o governador na solenidade. A fundação foi celebrada logo antes da realização do encontro de julho do Comitê Aberje de Relações Governamentais, que recebeu Helio Duarte, membro do Conselho de Administração do FGC – Fundo Garantidor de Créditos e professor da FGV-SP, para falar sobre a realidade e perspectivas da área. O acordo prevê intercâmbio de conhecimentos, experiências e informações técnico-científicas, desenvolvimento de projetos e eventos de interesse comum, no campo do ensino e da pesquisa, e intercâmbio de técnicos e membros entre as partes. Mais de 600 empresas integram a nova associação, que conta com convênios de pesquisa profissionais e científicos em âmbito nacional e internacional, dentre as quais a Syracuse University. A primeira pesquisa será sobre o perfil do profissional de Relações Governamentais, conduzida pela FGV em parceria com o Laboratório de Relações Governamentais da Aberje, em consulta aos membros da Associação. “Pela primeira vez na história da comunicação brasileira e das relações governamentais no País, os profissionais contarão com uma pesquisa científica que expõe o futuro da profissão, seu desenvolvimento e desafios na atualidade”, comenta Nassar. O estabelecimento da Associação Brasileira de Relações Governamentais marca uma nova ação pioneira da Aberje na área. “É uma associação forjada numa história de cinco décadas, que a Aberje construiu pesquisando, divulgando, esclarecendo, defendendo a atividade ética das relações governamentais no País. Uma história que também é documentada e disseminada em nossas inúmeras publicações, encontros, eventos, livros, artigos, pesquisas e comitês sobre o tema. A Aberje se tornou, assim, o grande hub de Relações Governamentais no Brasil. É para onde convergem as atividades de outras instituições que abordam o tema como organizações, institutos, empresas e a tríade sociedade-academia-mercado”.

Comentários

Rony Cachola disse…
Ótima iniciativa, parabéns!

Postagens mais visitadas deste blog

Consulta pública sobre projeto para regulamentação do lobby (FGV e Transparência Internacional)

O projeto de lei que pretende regulamentar o lobby no Brasil deverá ser apreciado até o final de março!
É importante que todos participem dessa discussão. Por isso, divulgo um trabalho sensacional realizado pelo Centro de Justiça e Sociedade (FGV Direito Rio) e o Grupo de Estudos Anticorrupção (FGV Direito SP), em parceria com a Transparência Internacional - Programa Brasil. Juntos, elesdesenvolveram um conjunto de medidas normativas anticorrupção.
Eu fui uma das especialistas convidadas para elaborar minutas de proposições legislativas sobre a regulamentação do lobby. A minuta que elaborei foi submetidas a um processo de revisão por outros especialistas (blind peer review) e, agora, encontra-se em consulta pública. Cidadãos e organizações da sociedade civil poderão apresentar críticas e sugestões às proposições elaboradas.
Participe!

POR QUE MONITORAR O LEGISLATIVO?

A primeira vez em que ouvi a palavra lobby em sua acepção política, eu estava terminando o mestrado em Sociologia Política na Unesp-Araraquara. Esse tema, muito inovador no Brasil, estava em alta na Europa, porque os acadêmicos iniciavam suas investigações para compreender a fundo as estratégias e táticas dos grupos de interesse que haviam se instalado em Bruxelas com o objetivo de influenciar o ciclo de políticas públicas no Parlamento Europeu. Era 1998 e, apesar de ter cursado Ciências Sociais, jamais tinha estudado grupos de interesse ou lobby. Estranhamente, ainda hoje é raro encontrar, na literatura de Ciência Política voltada a estudantes de graduação, uma obra que defina e discuta esses termos apropriadamente. Extremamente incomodada com o que me pareceu uma grande contradição, comecei a estudar o assunto. A literatura em português era pífia e toda a cobertura jornalística sobre a atividade de lobby a associava a corrupção e tráfico de influência. Resolvi enfrentar o desafio d…

Governo reconhece lobby como profissão. Por que isso ainda diz pouco

Lilian Venturini 21 Fev 2018 (atualizado 21/Fev 18h36) 
Inclusão de atividades em lista federal de ocupação é mais um passo para formalização da prática, que há duas décadas está à espera de regulamentação


O lobby entrou para a lista de atividades reconhecidas como ocupação pelo Ministério do Trabalho. A inclusão significa que a pasta passou a considerar como ofício a atuação de quem defende interesses de empresas e organizações junto a agentes públicos e políticos. A Classificação Brasileira de Ocupações é atualizada constantemente para, segundo o ministério, acompanhar o “dinamismo das ocupações”, considerando as mudanças nos cenários tecnológico, econômico, cultural e social. Há registros sobre a atividade do lobby no país ao menos desde 1940. O reconhecimento como ocupação dá mais segurança ao trabalhador, mas a profissão de lobista, como tal, continua sem uma lei específica que determine o que pode ou não ser feito por este profissional. Cercada de desinformações e ao mesmo tempo e…