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Como aumentar a sua capacidade de persuasão?

Oi! Tudo bem?

Semana passada, enfocamos o grupo de habilidades conceituais, pois ao desenvolver essas habilidades o profissional aprimora sua capacidade prospectiva, analítica e estratégica ao aprender a pensar de forma criativa e inovadora e, ao mesmo tempo compreender ideias abstratas e processos complicados.

Porém, para persuadir e influenciar os tomadores de decisão não basta possuir um rol de habilidades técnicas e conceituais bem desenvolvido. O grupo de habilidades humana é essencial para que o profissional de relações governamentais alcance o seu objetivo: influenciar. Para influenciar é preciso persuadir. Assim, qual seria o melhor caminho para aumentar a capacidade de persuasão?

Primeiramente, é preciso destruir um mito que já se encontra enraizado em nossas mentes. É comum ouvir pessoas dizendo que algumas habilidades, como por exemplo, comunicação, expressão e observação são inatas. Portanto, se você não consegue se comunicar com outros de maneira assertiva, jamais poderá aprender a fazer isso. Felizmente, estudos recentes da neurociência já nos dizem o contrário, ao provar que nosso cérebro é plástico. Se o estimularmos de forma adequada, é possível transformá-lo e assim, transformar o nosso comportamento. Exercícios voltados para aprimorar a comunicação verbal e não verbal, postura, impostação de voz, escuta ativa, observação e etc. podem contribuir muito para que um novo comportamento se consolide.

Ao aprimorar esse rol de habilidades, o profissional aumenta sua capacidade de persuasão, pois o seu discurso será mais articulado, seu raciocínio mais rápido. O profissional de relações governamentais se sentirá mais seguro para tomar decisões mais ousadas em momentos de crise e tensão e também mais sensível para ouvir e saber os limites do tomador de decisão.

Como se vê, são as habilidades humanas as mais importantes a desenvolver para quem deseja obter êxito como profissional de relações governamentais. Isso porque estabelecer um canal de comunicação de via de mão dupla, exigirá desse profissional todo a expertise que possui. Com esse canal aberto e nutrido, governo e empresas poderão colaborar melhor durante a deliberação de propostas e/ou demandas nos processos decisórios, o que pode legitimar, ainda mais, a defesa da democracia enquanto ferramenta de tomada de decisões.

Andréa Gozetto

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